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Animal foi atingido com golpes de madeira e lançado na água; testemunha registrou a ocorrência em vídeos e perícia apontou lesões

A Justiça, após audiência de custódia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), determinou a prisão preventiva de um homem em Careiro Castanho, suspeito de praticar maus-tratos contra um cachorro. A prisão ocorreu após uma ocorrência registrada na comunidade Nossa Senhora de Nazaré, no Lago do Purupuru, zona rural do município, na manhã de segunda-feira (12/10). 

O caso foi encaminhado à Justiça por meio de auto de prisão em flagrante, pelo crime previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) acompanha o caso por meio do promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros.

Segundo os registros policiais anexados ao processo, a Polícia Militar se deslocou até o local do crime, por via fluvial, acompanhada de profissionais da área veterinária. Conforme o depoimento de uma testemunha, o suspeito teria desferido vários golpes contra o animal com um pedaço de madeira e, posteriormente, amarrado o cachorro com uma corda e o lançado na água.

A testemunha relatou, ainda, que gravou dois vídeos da ocorrência. O corpo do animal foi localizado posteriormente pela equipe de proteção animal, que constatou uma lesão na cabeça e que o corpo já estava sendo consumido por peixes. O procedimento também reúne documentação referente ao exame pericial realizado no animal. 

Após a ocorrência, o suspeito foi conduzido à 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Careiro Castanho, onde foi autuado em flagrante. De acordo com o auto, ele teria declarado que matou o cachorro porque o animal havia matado seus carneiros e que havia jogado o corpo na água próximo ao seu flutuante.

A decisão judicial se fundamenta na gravidade dos fatos, na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.

“A violência praticada contra animais não pode ser tratada como um fato de menor importância. Estamos diante de uma conduta de extrema crueldade, que revela absoluto desprezo pela vida e pelo sofrimento de um ser senciente. A proteção dos animais é um dever constitucional, e cabe ao Ministério Público atuar com firmeza para que episódios dessa natureza sejam devidamente investigados e responsabilizados, sempre com observância das garantias legais”, destacou o promotor Caio Fenelon.


Texto: Ascom
Foto: Reprodução/Redes sociais

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