Crime ocorreu em 2025, quando os acusados incendiaram veículos em represália à morte de dois integrantes de uma facção criminosa
Após atuação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), a Justiça condenou dois integrantes de uma organização criminosa responsáveis pelo incêndio de três ônibus escolares da rede pública do município de Envira. A sentença, proferida na quarta-feira (01/07), acolheu parcialmente os pedidos apresentados pelo órgão ministerial durante a ação penal.
Ao longo da instrução processual, o Ministério Público reuniu provas testemunhais, periciais e demais elementos que comprovaram a participação direta dos réus nos crimes de organização criminosa, incêndio qualificado e dano ao patrimônio público.
A sentença reconheceu que ambos foram responsáveis pelo incêndio dos veículos, sob ordens de uma facção criminosa, causando prejuízos ao patrimônio público e comprometendo o transporte de estudantes do município. A decisão também destacou que o crime teve como objetivo intimidar a população e demonstrar o poder da organização criminosa na região.
Os dois homens foram condenados pelos crimes de organização criminosa, incêndio majorado e dano qualificado, com penas unificadas de 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 2 anos e 1 mês de detenção pelo crime de dano qualificado e pagamento de multa. A Justiça manteve a prisão preventiva dos condenados e negou o direito de recorrerem em liberdade.
Para o promotor de Justiça Christian Guedes da Silva, a sentença representa uma resposta firme do sistema de Justiça aos graves ataques praticados contra a coletividade de Envira.
“O Ministério Público conseguiu demonstrar, ao longo da instrução criminal, a responsabilidade dos autores pelo incêndio criminoso que destruiu ônibus escolares e buscou instaurar o medo na população, resultando na condenação dos envolvidos pelos crimes reconhecidos pelo Poder Judiciário. Mais do que a responsabilização penal, essa decisão reafirma que atos de violência promovidos por organizações criminosas não serão tolerados e que as instituições permanecem unidas na defesa da ordem pública, da segurança da população e do patrimônio público”, declarou o promotor.
Crime
O ataque ocorreu na noite de 29 de setembro de 2025, quando os acusados incendiaram os veículos escolares em represália à morte de dois integrantes de uma facção criminosa durante confronto com a Polícia Militar. A investigação apontou que a ação foi executada por determinação da liderança da organização criminosa.
Texto: Karla Ximenes
Foto: Reprodução/Redes sociais
