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Providências do Ministério Público são registro de notícia-crime e orientações à vítima para processar o Estado

Manaus, 08 de julho de 2008 – Esteve no Ministério Público do Estado, ontem, pela manhã, Delfino Neres, que é natural de Manacapuru (84 quilômetros da capital), onde é proprietário de uma taberna. O motivo de sua vinda ao Órgão foi a denúncia ao 14º D.P. de assalto praticado contra ele por policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM), no início da tarde de anteontem, 06, na zona leste de Manaus. Delfino e a sua companheira, Dorivânia Ferreira, que vieram a Manaus, comprar mercadoria para seu estabelecimento, estavam numa parada de ônibus no Nova Vitória quando ele foi abordado por policiais de uma viatura que o revistaram e o levaram preso quando viram R$ 1950 na sua mochila, afirmando que o dinheiro não era seu. Dorivânia, deixada na parada, conseguiu anotar o número do veículo – 22-137 e, cerca de meia hora depois, seu companheiro foi deixado em uma área deserta do bairro Valparaíso, onde os policiais, segundo a vítima, antes de o abandonarem, fotografaram-no com um celular e lançaram-lhe ameaças de que o perseguiriam caso ele falasse alguma coisa a respeito, uma vez que poderiam achá-lo a partir das imagens. Delfino pediu ainda que eles o deixassem com R$ 500, ao que foi atendido em apenas R$ 200, para ele “não ficar liso.”
Segundo o comerciante, enquanto o Delegado Isaac Santos o atendia, os policiais apareceram no 14º D.P. para apresentar um preso mas, ao avistarem-no, deram meia volta. A orientação do delegado a Delfino foi fazer denúncia ao MPE para, só depois disso, apresentar-se com o Promotor de Justiça à Corregedoria da Polícia Militar. No Parquet, a 61 ª Promotoria de Justiça especializada no Controle Externo da Atividade Policial (PROCEAP) procedeu à notícia-crime e dispõe de até 30 dias para instruir o procedimento, para, então, encaminhá-lo a uma das Varas Criminais para se proceder à Ação Penal contra os envolvidos. Além disso, o Promotor orientou a vítima a procurar um advogado para processar o Estado por danos materiais e morais praticados por seus agentes.
Delfino e Dorivânia voltaram ontem mesmo para Manacapuru.


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