Recurso tecnológico é usado no julgamento de líder de facção no Amazonas

 

CONDENA JOVEM TJ

 

O Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou neste sábado (26), o réu Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o Mário Tabatinga, pelos crimes de associação criminosa e ocultação de bem ilícito, recebendo uma pena de cinco anos, seis meses e 15 dias de reclusão.


No entanto, ao fazer a dosimetria da pena, o juiz Anésio Rocha Pinheiro, que presidiu a sessão de julgamento, considerou o tempo em que o réu já esteve preso – três anos – e fixou que o restante da pena será cumprido em regime aberto. Em relação à acusação de homicídio do delegado Oscar Cardoso Filho, assassinado em 2014, ele foi inocentado.

Mário Tabatinga foi o único dos cinco réus da Ação Penal 0232023-39.2014.8.04.0001 – que trata do caso da morte do delegado Oscar Cardoso – a ter o julgamento concluído. Os outros quatro réus foram retirados da sessão de julgamento que teve início na última sexta-feira, 25 de agosto, depois de ficarem sem suas respectivas defesas.
“O advogado de João Pinto Carioca (João Branco) e o defensor público que representou o réu Messias Maia Sodré se recusaram a realizar a defesa dos dois acusados e o Juízo considerou abandono de plenário. Os outros dois réus – Diego Bruno e Marcos Roberto Miranda da Silva (Marcos Pará) , desconstituíram seus advogados durante a sessão e por isso o julgamento dos quatro não pode continuar”, comentou o promotor de Justiça Edinaldo Aquino Medeiros ao final dos trabalhos no último sábado.


Esses réus permanecem presos à espera da nova data para julgamento que ainda será marcada pelo Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Os representantes do MP informaram que vão analisar o teor da sentença dentro do prazo legal para decidir se irão recorrer da pena aplicada.
Já o advogado de Mário Albuquerque, Paulo Trindade, em entrevista à imprensa, declarou estar satisfeito com a decisão do Conselho de Sentença de inocentar o seu cliente do crime de autoria de homicídio, mas antecipou que mesmo assim pretende apelar à instância superior contra a sentença proferida para os demais crimes.

Recurso tecnológico
 
    Última testemunha de acusação do julgamento do assassinato do delegado Oscar Cardoso,executado em 2014, que tem entre os réus o narcotraficante e líder de facção criminosa, João Pinto Carioca, o “João Branco”, o delegado Mario José da Silva Júnior usou tecnologia e mapa do Google Earth para mostrar a rota dos réus no dia da execução.
    
    A partir dos sinais dos telefones usados pelos réus em julgamento, Mario mostrou um mapa montado a partir das localizações das Estações Radio Base (ERBs), que são equipamentos que fazem a conexão entre os celulares e a companhia telefônica, e ficam espalhados em vários pontos da cidade.


    O delegado contou detalhes da execução de Oscar Cardoso, construindo a rota feita por Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes e Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, que estão sendo julgados. No mapa, aparece exatamente o deslocamento de cada um pelo sinal telefônico emitido no dia da execução, sendo preciso apontar o caminho realizado até a avenida do Turismo, onde pegariam o carro Gran Siena branco, com Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”.


    “Em seguida, eles se deslocam até o local do crime. Os sinais das ERBs e o cruzamento de dados mostram que ‘Marcos Pará’ seria o motorista, levando Messias e Diego, os atiradores que saíram do carro naquele dia”, falou, em depoimento, o delegado. Após a execução, os sinais convergem para um mesmo local, no Distrito Industrial, onde o veículo usado pelo grupo foi incendiado. Os homens teriam fugido num Voyage prata, que aparece na instrução do inquérito criminal, que os levou até o bairro do Alvorada, onde morava “Marcos Pará”.


    “João Branco” é acusado de ser o mandante do crime e participa do julgamento por videoconferência, do presídio federal de Catanduvas (PR).Segundo enfatizou Mario José, o narcotraficante teria participado do crime, saindo da penitenciária de carona com “Mário Tabatinga” até o ponto de encontro na avenida do Turismo. Na época, ele cumpria pena no regime semi-aberto.


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