Entrevistas

Entrevista com a Promotora de Justiça Lílian Maria Pires Stone

 
 
 
 
 
Promotora de Justiça Lílian Maria Pires Stone, Corregedora auxiliar do MP-AM

A Promotora Lilian Stone falou ao Portal do MP-AM sobre sua carreira,  da passagem pelo interior do Amazonas e da dedicação ao Ministério Público. Confira.


AIDC – Fale um pouco sobre a sua trajetória jurídica e como surgiu o desejo de atuar na área?
Nunca tive outro emprego na minha vida. Meu primeiro trabalho foi ser Promotora de Justiça, pois sempre foi o que eu quis desde o ingresso na Faculdade de Direito, feita na “Velha Jaqueira”, prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonasl.  Nunca advoguei. Fiz a faculdade direcionada para o concurso do Ministério Público. Meu interesse por atuar na área jurídica vem desde criança, quando aos 11 anos já havia lido todos os livros do acervo de meu pai. Com isso, desenvolvi opinião própria muito cedo, defendendo os meus pontos de vista. Assim, começou na família a ideia de que eu seria ótima advogada. No entanto, ao primeiro contato com as matérias de Direito, soube que seria Membro do Ministério Público.


AIDC – Em que ano a senhora ingressou no MP?
Meu concurso é do ano de 1995, sendo que assumi as funções em fevereiro de 1996.


AIDC - Quais as Comarcas pelas quais já passou?
Minha primeira comarca foi Tefé,  com considerável volume de processos. Depois passei por Iranduba e como última comarca, Itacoatiara, de onde vim promovida para a capital, em 2005.


AIDC: Como é sua atuação na Corregedoria deste MP?
Mesmo atuando em vários processos que dizem respeito à capital, estou como 1.ª corregedora auxiliar, então, meu contato mais próximo é com os colegas Promotores do interior. Todas as reclamações decorrentes de representações ou correições são processadas na corregedoria, onde procuramos sempre nos colocar na posição do Membro do Ministério Público, mas sem nunca esquecer da obrigação institucional. Necessário que se diga que quase todas as reclamações são infundadas. O Ministério Público do Amazonas tem um quadro muito bom de Promotores e Procuradores de Justiça.


AIDC – No seu ponto de vista, quais as contribuições do Ministério Público Estadual para a sociedade amazonense?
Depois da CF/88, o leque de atribuições do Ministério Público ficou muito mais amplo. A atuação ministerial hoje é palpável nas mais complexas áreas do Direito, então, as Promotorias de Justiça Especializadas, como as que atuam junto à Vara Maria da Penha, à Vara de Proteção ao Idoso, Criança e Adolescente, à Vara do meio Ambiente, dão a resposta de que a sociedade precisa e hoje são essenciais para a sociedade, que não pode mais delas prescindir.


AIDC – Como a senhora avalia a atual Administração do Ministério Público do Amazonas?
Sem dúvida nenhuma, hoje o Ministério Público reconquistou seu lugar na sociedade. A atual Administração teve a consciência de que estruturar uma Promotoria não é só colocar mesa, cadeira e computador. Hoje quase todas as Promotorias possuem assessoria de qualidade, sem falar nas sedes próprias do Ministério Púbico a serem construídas no interior. o que vai afastar o constante mal-estar de ocuparmos aquela salinha dentro do Fórum de Justiça.


AIDC - Existem aspectos em que o Ministério Público deve melhorar? Se sim, em quais?
Sempre é possível melhorar. A satisfação nunca deve ser 100%. A evolução do homem é produto de sua busca incessante pelo aperfeiçoamento. O Ministério Público pode e deve melhorar ainda mais quanto aos aspectos estruturais, o exemplo é a nova sede do Ministério Público idealizada pela atual administração, cuja materialização já deu seus primeiros passos e, ao que tudo indica, trará melhores condições de trabalho para seus membros, inclusive servidores.

 

"Desejo àqueles que intentam ser membros do Ministério Público que, nada obstante o status, as vantagens pessoais e as realizações que vem junto com o cargo e que são a justa retribuição pelas noites estudando, muitas vezes se privando do convívio familiar, saibam que ser um Promotor de Justiça é realmente cumprir com sua função social, preservando o nome e as prerrogativas da Instituição, porque assim estará preservando a si mesmo, tornando-se patrimônio indispensável da sociedade."
Lílian Stone